PIB do Brasil surge para se tornar a sexta maior economia mundial

Em 2011 o Brasil se tornou a sexta maior economia mundial em dólares americanos. Um incessante ritmo de crescimento fez com que o Brasil deixasse para trás um complicado Reino Unido lutando para se recuperar da crise econômica mundial de 2008. Frente a uma desaceleração econômica global e a um debilitado mundo desenvolvido, os mercados emergentes continuam sustentando o crescimento do mercado global. Apesar do Brasil assumir certos riscos sua economia parece orientada em favor de suas perspectivas de crescimento a longo prazo.

A economia do Brasil cresceu em 3.8% em termos reais em 2011 para alcançar um valor de 2,581,501 milhões de dólares americanos com uma política fiscal expansionista e um forte mercado de exportação sustentando o crescimento.

A economia do Reino Unido continuou a sofrer com a crise de soberania e da dívida da zona do euro somado a uma fraca demanda do mercado interno, assistindo a um crescimento de apenas 1.1% em termos reais num valor de 2,484,668 milhões de dólares americanos;

PIB real do Brasil e do Reino Unido : 2006-2013

Em milhões de dólares americanos, preços constantes 2011 de acordo a taxa de câmbio 2011 


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Fonte: Euromonitor International do Fundo Monetário Internacional (IMF) International Financial Statistics

No Brasil o rápido e crescente aumento de renda disponível está produzindo um inédito crescimento do mercado doméstico. Como resultado, o varejo, a construção e todos os setores de serviços públicos, têm crescido com muita força. A mineração e a a indústria de extração também cresceram muito devido a contínua demanda dos mercados emergentes.

A indústria de manufatura do Brasil é relativamente um ponto negro para o país. O setor caiu no percentual do PIB de 14.9% para 12.8% entre 2006 e 2011. As altas taxas de juros, uma mão de obra pouco qualificada, uma moeda forte e significativa concorrência da Ásia têm impedido o crescimento do setor.

Implicações

O sucesso do Brasil continua a influenciar as mudanças no consumo global e o crescimento econômico;das economias desenvolvidas para o desenvolvimento. Um consistente crescimento entre 2001 e 2009 (último ano disponível) tirou 19.7 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza com menos de 2 dólares diários, contribuíndo para um rápido e crescente mercado consumidor. Entre 2006 e 2011 os gastos discricionários (definidos como despesas de consumo em tudo o que seja moradia, comida e bebida não alcoólica), aumentou 37.3% em termos reais para alcançar os R$8,063 per capita. Apesar da baixa taxa de poupança a confiança nos mercados de capital internacionais promove alguma instabilidade para consumo e investimento;

A desigualdade continua prejudicialmente alta graças a posse de terra concentrada e a uma grande pacela da força de trabalho pouco qualificada.

  •  O coeficiente Gini do Brasil (unidade para medir a desigualdade de renda, onde quanto maior o número acima de zero, maior a desigualdade), de 51.7 em 2011 o coloca como décimo país mais desigual dos 85 onde o indicador é aplicado.
  • A política international aberta levou a um  importate aumento de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) e de comércio, para impulsionar o crescimento econômico e a criação de emprego. Os estoques de IED internos têm crescido em média 9.5% ao ano em termos reais entre 2006 e 2010 (último ano disponível);
  • O Comércio também tem crescido com força, especialmente com a Ásia Pacífico onde o valor das exportações entre 2006 e 2011 cresceram 254% em dólares americanos. No entanto, as economias asiáticas têm sido acusadas de dumping, despejando produtos de baixo valor no mercado brasileiro, enfraquecendo a indústria local e o desenvolvimento de alguns setores como o automotivo e o de bens eletrodomésticos;

As exportações brasileiras por destino: 2006-2011 

Em milhões de dólares americanos de e pela taxa de câmbio do ano anterior

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Fonte: Euromonitor a partir de fontes de comércio/estatísticas nacionais, Fundo Monetário Internacional (FMI), Direção de Estatísticas do Comércio 

  • Em 2011 uma série de eventos conspiraram para retarder o crescimento no Brasil. O Banco Central aumentou a taxa de juros do seu Sistema
    Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) temendo um superaquecimento. No topo desta valorização do real em relação ao dólar e da crise da zona do euro, a demanda
    de exportações foi ainda mais afetada. Como resultado os fabricantes perderam competitividade e o consumidor reduziu gastos.No terceiro trimestre o crescimento real do PIB caiu para 0.47% trimestre a trimestre graças a essa tendência.

Perspectivas

Com um esfriamento da economia global, em 2012 se espera um menor crescimento na Índia, China e Rússia para se somar ao mais fraco crescimento econômico no Brasil. As previsões de crescimento segundo o FMI são de apenas 3.0% e 4.0% ano a ano no Brasil para 2012 e 2013. Como resposta o governo lança o “Plano Brasil Maior” com o qual fornecerá 25 bilhões de reais como incentivos fiscais para apoiar os setores mais frágeis da indústria e os mais afetados pelo dumping dos produtos asiáticos.

Em 2012 o banco de desenvolvimento aumentou seus gastos visando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 e já está previsto entre outras coisas, um aumento de gastos no desenvolvimento de infraestrutura, agindo como um estímulo para a economia.

Na década seguinte uma profunda mudança é esperada na lista das 10 maiores economias mundiais Em 2020 a Euromonitor espera que os países do BRIC superem todos, e com Estados Unidos, Japão e Alemanha se tornem 4 das 7 maiores economias mundiais em termos de PPC alterando o equilíbrio da influência econômica global.

No entanto é importante notas que as diferenças entre os países do BRIC e os países desenvolvidos persistirão.

Por exemplo, em 2020 a renda média per capta disponível esperada nas economias desenvolvidas é de 33,575 mil dólares, enquanto a média do BRIC é de apenas 4,604 dólares em termos reais.