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O segmento joalheiro da América Latina está sendo impulsionado principalmente pela categoria de joias finas e pelo mercado brasileiro. Contudo, o segmento joalheiro do México está se tornando cada vez mais importante. O mercado joalheiro latino-americano continua a ser dominado por lojas especializadas e é extremamente fragmentado, porém grandes players locais e internacionais, tanto de “costume jewellery” (onde são incluídas as vendas de bijuterias e prata, por exemplo) quanto de joias finas, estão ganhando força. Apesar de um contexto econômico frágil, a perspectiva regional é positiva uma vez que os joalheiros e varejistas inovam para atender à crescente demanda por produtos acessíveis.

O mercado joalheiro da América Latina em contexto global

Avaliado em USD 7,5 bilhões em 2017, o segmento joalheiro latino-americano é um dos menores do mundo considerando o consumo total, perdendo somente para a região da Australasia (que engloba Austrália e Nova Zelândia), avaliado em USD 3,3 bilhões. Em termos de consumo per capita, a região também é a segunda menor, com um consumo de USD 11,8/pessoa em 2017, atrás somente do Oriente Médio e África, com USD 6/pessoa.

Fonte: Euromonitor International

Vendas regionais apresentam queda desde 2016

O segmento joalheiro apresentou queda de vendas em 2016, um reflexo do desempenho ruim das vendas no Brasil, que corresponde por cerca de 50% do total da região. A recessão econômica no país impactou negativamente as vendas do setor joalheiro à medida que os consumidores passaram a investir mais em “costume jewellery” e menos em joias finas. Consequentemente, o total do faturamento das vendas apresentou queda. A mesma tendência foi vista na Argentina. O México, marcado pelo segmento de “costume jewellery”, apresentou resiliência frente ao cenário econômico e continuou crescendo, sendo impulsionado pelas inovações do setor.

Joias finas representam 70% do faturamento à nível regional

Em nível regional, as vendas de joias finas representam 70% do faturamento do setor joalheiro, mas há disparidades significativas entre os países da América Latina. No Brasil, onde a população com renda anual acima de USD100 mil é duas vezes maior que a do México, as vendas de joias finas representam 86% do faturamento do setor. No México, a categoria representa somente 32% do total. O México é também um forte fabricante de prata e os joalheiros locais oferecem itens feitos à base de diversos materiais, com preços variados e visando consumidores de diferentes faixas de renda.

Lojas especializadas são o canal mais predominante

As lojas especializadas são, de longe, o canal mais predominante do setor joalheiro na América Latina, representando 77% do faturamento em 2017. Em nível regional, 95% das vendas de joias finas são realizadas por meio desse canal uma vez que os consumidores de joias finas preferem as lojas especializadas para ter a “experiência dentro da loja” e receber sugestões do varejista antes de realizar a compra. No Brasil, por exemplo, os varejistas de joias e relógios conseguiram se manter relevante mesmo durante a crise econômica graças aos serviços oferecidos pela loja e flexibilidade nas opções de pagamento (por exemplo, por meio de parcelamento).

Alguns grandes fabricantes se destacam, mas participação permanece pequena

O setor joalheiro da América Latina é altamente fragmentando, com um grande número de pequenas marcas e uma vasta quantidade de produtos sem marca. Algumas empresas maiores se destacam, mas a participação delas no total das vendas continua pequena. Por exemplo, a empresa líder do mercado na região, a brasileira Joias Vivara, detém apenas 3% de participação na América Latina e 5% do mercado brasileiro.

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