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A tecnologia é um dos principais drivers de megatendências conduzindo o comportamento do consumidor globalmente. Ela permeia todas as indústrias e determina a forma como as empresas podem atender à demanda cada vez maior dos consumidores por conveniência e simplicidade. Uma das indústrias em que fica mais evidente a influência direta da tecnologia é a dos meios de pagamentos. Nos dias 15 e 16 de maio, o evento Cards Future Payment, realizado em São Paulo discutiu o futuro dos meios de pagamento no Brasil e no mundo.

Além do espaço dedicado à feira, o evento ainda contava com a quatro palcos, onde aconteciam apresentações a painéis conduzidos por nomes de bancos, credenciadoras, operadoras, consultorias e startups. Os temas variavam entre questões regulatórias, estratégias voltadas a varejo, moedas virtuais, segurança da informação, entre outros.

Blockchain e bitcoins foram assunto em várias apresentações. Keiji Sakai, Country Head da R3, discutiu a forma como o blockchain propõe uma reorganização do modelo atual em que se apoia o sistema financeiro global, de forma que as informações sejam distribuídas entre todos os subscreventes das transações, em tempo quase real. No entanto, ele defendeu a ideia que a desintermediação não significa desobrigação regulatória.

Fabiano Nunes, diretor de cartões e fidelização do Itaú Unibanco, falou das novas tendências acerca dos programas de fidelidade. Nunes apontou que cada vez mais os programas de fidelidade passem a englobar outros produtos financeiros, não apenas o cartão de crédito, e que isso já é uma realidade em países como Austrália e Canadá. Além disso, comentou a adoção das práticas de pay-with-points, em que os consumidores conseguem usar seus pontos como uma carteira digital até mesmo em lojas físicas – algo que já acontece inclusive no Brasil.

De carona no assunto sobre métodos inovadores de pagamento, Susanne Steidl, CPO da Wirecard, trouxe exemplos de como o mercado de pagamentos no mundo todo vem acompanhando o ritmo agressivo da evolução tecnológica. Steidl citou, por exemplo, o caso do Alibaba, que lançou na China o método de pagamento via reconhecimento facial por meio do sorriso em restaurantes da rede de fast food KFC presentes no país. Ainda sobre os chineses, esses consumidores, juntamente com os norte-americanos, serão responsáveis por três em cada quatro pagamentos realizados por meio de aplicativos móveis em 2022, segundo o estudo Top 5 Digital Consumer Trends in 2018 da Euromonitor International.

Independentemente de geografia ou indústria, o que não faltou à fala de nenhum dos palestrantes e painelistas foi o reconhecimento do papel determinante da tecnologia não apenas para moldar a forma como são feitos os pagamentos, mas também para influenciar as expectativas e exigências dos consumidores na hora de fazer suas transações diárias. Os players que já incorporaram essa realidade entendem que ela é um caminho sem volta – e saem na frente na conquista pela preferência dos consumidores.

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