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A indústria de turismo na região da América Latina movimentou mais de 165 bilhões de dólares em 2017, apresentando uma queda média, em faturamento, de 2% ao ano entre 2012 e 2017. Esse é um segmento que caminha lado a lado com a atividade econômica. Se a performance do PIB desacelera, o desempenho do turismo desacelera também.

Isso tem a ver com a renda disponível do consumidor e como isso afeta o quanto ele está disposto a gastar para viajar. Contudo, ainda que passando por tempos difíceis nos últimos anos, a indústria do turismo na América Latina viu alguns movimentos interessantes. Por exemplo, a chegada de players como Airbnb, que revolucionaram a forma como os turistas latino-americanos fazem suas escolhas de hospedagem ao planejar suas viagens.

Fonte: Euromonitor International

 

Nos últimos cinco anos houve um aumento no turismo receptivo da região, impulsionado por megaeventos como os Jogos Olímpicos de verão no Rio de Janeiro em 2016 e a Copa do Mundo, também no Brasil, em 2014. Apesar do aumento médio de 6% ao ano no número de viajantes chegando a destinos latino-americanos entre os anos de 2012 e 2017, isso ainda não foi suficiente para manter a atividade do turismo aquecida durante esse período. Isso acontece em maior parte devido ao fato de que, apesar de ter havido um aumento no número de turistas estrangeiros pisando em solo de destinos latino-americanos, eles não vieram para gastar muito. A Copa do Mundo foi um exemplo disso, uma vez que muitos viajantes internacionais vieram ao Brasil sem saber ao certo onde iriam hospedar-se ou mesmo por quanto tempo.

Contudo, alguns setores foram favorecidos por esse cenário, como é o caso dos short-term rentals – que representam as hospedagens de curta temporada –, cujo principal player é o Airbnb. Em um cenário com estrangeiros pouco dispostos a gastar, a categoria exibiu taxas de crescimento robustas de 53% ao ano entre 2012 e 2017, bem mais acentuadas que as de hotéis, que apresentaram queda de 0,5% ao ano. Em 2017, a categoria de aluguéis de curta temporada chegou a movimentar USD 85,5 bilhões.

Fonte: Euromonitor International

 

Nesse período, a América Latina recebeu muitos turistas de outras regiões, como América do Norte e Europa, que já estavam habituados a usar essas alternativas menos tradicionais de hospedagem e ajudaram a emplacá-las na mentalidade do turista latino-americano como uma alternativa válida de consideração ao planejar uma viagem. Isso ajudou a sustentar o ritmo acelerado de crescimento dos short-term rentals na região. Além disso, o Airbnb apoia seu modelo de negócios na premissa de que é capaz de oferecer aos viajantes uma experiência mais autêntica de viagem do que se eles estivessem se hospedando em um hotel tradicional.

Ao longo dos próximos anos, espera-se que players como o Airbnb continuem conduzindo o forte desempenho da categoria de aluguéis de curta temporada. Esse movimento deve ser sustentado tanto pelo fato de os consumidores continuarem buscando opções de hospedagem mais econômicas, tanto pelo fortalecimento da experiência de viagem com ares de “o que um local faria”.

 

Para saber mais, baixe o relatório da Euromonitor International apresentado no WTM Latin America 2018: http://go.euromonitor.com/event-2018-world-travel-market-latam.html

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