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As empresas de alimentos e bebidas começaram a responder ao que vem sendo chamado de “reação contra o açúcar” – uma resposta ao aumento da pressão de lobistas e governos para que as pessoas comam e vivam de maneira mais saudável – no qual consumidores começam a lentamente mudar seus hábitos de consumo trocando os produtos ricos em açúcar e gordura pelos integrais ao mesmo tempo que adotam um estilo de vida mais ativo. Embora é certo que a mudança não acontecerá da noite para o dia, ela se tornará cada vez mais relevante e os snacks posicionados como saudáveis apresentam melhor desempenho que os tradicionais.

Novo cenário competitivo favorece os lácteos e os snacks salgados

Essa demanda por alternativas de snacks saudáveis vem beneficiando as empresas do segmento de lácteos e snacks salgados. Tanto a Danone quando o Grupo Lactalis, que predominantemente operam no setor de lácteos, vem apresentando forte desempenho no ranking global de alimentos embalados. Com a compra da WhiteWave, marca reconhecida por seus produtos alternativos ao leite tradicional, em 2017, a Danone deverá ultrapassar a Kraft Heinz e se tornará a quinta maior empresa global de alimentos; já a Lactalis viu sua posição subir no ranking através de diversas aquisições em vários mercados emergentes, como Brasil e Índia. Beneficiada por sua forte presença nos snacks salgados, a PepsiCo apresentou um desempenho melhor que a maioria das empresas do segmento de doces e chocolates, incluindo Mars e Mondelez. Para os próximos anos, as marcas de doces e chocolates precisão redefinir suas estratégias caso queiram se manter relevantes nesse novo cenário competitivo de snacking.

 

Vendas de chocolate caem, mas consumidores gastam mais por unidade vendida

Nos últimos anos, o açúcar se tornou o culpado pelo aumento de peso, o que contribui para o declínio global no consumo de chocolates entre 2014-2017. Contudo, a tendência de “menos, mas melhor” resultou num aumento do consumo per capita. A indústria de chocolate não continuar a competir com os snacks saudáveis do ponto de vista nutricional.

O caminho da premiunização será chave para que as empresas de chocolate continuem crescendo no futuro. Os consumidores continuarão a buscar por produtos de indulgência, ainda que menos frequentemente. Qualidade ao invés de quantidade deverá ser um fator a impulsionar as vendas nos próximos anos. Espera-se que o gasto per capita em chocolates cresça a uma média anual de 0,5% até 2022, uma taxa maior que a esperada para o crescimento em volume da categoria globalmente.

 

O poder das causas sociais: bom para você e para o mundo

Em Praga, na República Checa, um café volante em cima de uma bicicleta, chamado Velobloud foi lançado no verão de 2016, apresentando um novo conceito na cidade, após o sucesso dos foodtrucks que começaram a surgir em 2016. A única diferença da marca está no fato que ela oferece às pessoas sem moradia a oportunidade de serem treinados como baristas e ganhar uma renda. “Velo” é um prefixo usado na forma antiga da palavra “bicicleta”, enquanto “Velobloud” simplesmente significa “camelo”, um animal que pode percorrer longas distâncias, muitas vezes sem qualquer direção específica.

 

Este conceito não só fornece um formato inovador para vender café, mas também beneficia à comunidade local, proporcionando pessoas sem moradia com um caminho para a mudança social. O conceito foi bem recebido pelos consumidores locais que apoiam seus objetivos sociais, mas também que querem uma boa xícara de café. A empresa espera expandir o conceito para outras cidades da República Checa em 2017. Conceitos similares podem ser replicados para os snacks uma vez que os consumidores são susceptíveis a apoiar uma marca versus outra se a primeira os faz sentir bem. Um snack pode não ser necessariamente nutritivo, mas, ao mesmo tempo, pode ajudar a apoiar uma

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