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Após Anos Consecutivos De Quedas, Indústria de Eletrodomésticos Reage no Brasil

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By: Elton Morimitsu

    Após dois anos consecutivos de queda, o volume de vendas da indústria brasileira de eletrodomésticos cresceu 2,8% em 2017, atingindo um patamar de vendas de 96,4 milhões de unidades.

    O segmento dos eletrodomésticos foi um dos mais impactados pela crise. Somente entre 2013 e 2016, 10 milhões de unidades deixaram de ser vendidas – equivalente ao mercado inteiro de eletrodomésticos de Portugal, por exemplo. Contudo, o segmento reagiu e fechou 2017 com um volume de vendas similar ao de 2012. O desempenho, entretanto, não foi suficiente para recolocar o Brasil no ranking global. O país, que já chegou a ser o terceiro maior mercado do mundo em 2014, caiu para a 5ª posição e deverá mantê-la até 2022.

    Os 10 Maiores Mercados de Eletrodomésticos do Mundo em 2017 (em milhões de unidades)

      1. China: 748,6
      2. USA: 554,0
      3. Índia: 130,2
      4. Japão: 108,9
      5. Brasil: 96,4
      6. Reino Unido: 84,0
      7. Alemanha: 83,8
      8. França: 69,0
      9. Rússia: 62,0
      10. Indonésia: 53,6

    Linha branca se destaca

    Houve uma retomada de vendas da linha branca de eletrodomésticos (que inclui produtos como fogão, geladeira e máquinas de lavar), segmento mais impactado pela crise, que cresceu 4% em 2017. O que vimos nos últimos anos não foi uma questão de desinteresse por parte do consumidor nesses tipos de produtos, mas sim uma adequação do orçamento por conta da crise. A retomada da economia associada ao cenário de juros mais baixos e maior disponibilidade de crédito deverão favorecer justamente as vendas dessas categorias que mais sofreram na crise. O consumidor deve voltar a investir em produtos com maior funcionalidade, como é o caso das máquinas de lavar automáticas, e também substituir itens que ele vinha postergando por conta da crise, como é o caso de fogões e geladeiras.

    Destacamos o crescimento das máquinas de lavar semiautomáticas, aquelas que não possuem capacidade de centrifugação e popularmente conhecidas como ‘tanquinhos’, que apresentaram uma alta taxa de crescimento, de 15%. O consumidor, principalmente aquele de renda mais baixa e bastante impactado pela crise econômica, passou a buscar alternativas mais baratas. Apesar desse produto não ter a centrifugação, em regiões quentes e ventiladas, como no Norte e Nordeste, essa não é uma funcionalidade essencial e o modelo semiautomático oferece um custo-benefício bastante interessante. Para se ter ideia, o custo de uma máquina automática gira em torno de R$1,200 enquanto o valor da semiautomática cai para R$400.

    Perspectivas futuras são positivas para os eletrodomésticos

    Segundo dados da Euromonitor International, o volume de vendas dos eletrodomésticos deverá crescer 1,5%, atingindo um patamar de 97,9 milhões de unidades. Esperamos que com a melhora da expectativa dos brasileiros em relação a situação econômica, eles passem a comprar produtos que exigem um investimento maior, como é o caso dos eletrodomésticos. Há uma demanda reprimida por parte daqueles que optaram adiar a troca dos produtos e também de consumidores que optaram por comprar itens mais barato por uma questão de necessidade imediata, o que deve impulsionar as vendas nos próximos anos.

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