fbpx

O Brasil Espera Alcançar um Bilhão de Assinaturas em Telefonia Celular Até 2022

https://blog.euromonitor.com/wp-content/uploads/2018/05/iconEMICroppedSquare-150x150.png

By: An Hodgson

A reguladora brasileira das telecomunicações, Anatel, mostrou sua intenção em aumentar o número de assinaturas de telefonia celular a 1.0 bilhão até 2022, um aumento quatro vezes maior que os níveis de 2011. Enquanto os segmentos com alto potencial de crescimento como máquina a máquina (M2M), poderiam tornar esse objetivo possível, o Brasil terá de criar políticas para atrair os grandes investimentos necessários e, ao mesmo tempo,rever seu regime fiscal nas telecomunicações e reduzir seus níveis de burocracia.

O Mercado de consumo brasileiro para os serviços da Telecom ocupa o nono lugar a nível mundial atingindo 27.9 bilhões de dólares em 2011 O número de assinaturas de telefonia celular atingiu 213 milhões em 2011, e a reguladora brasileira de telecomunicações,Anatel, espera aumentar esse número para 1.0 bilhão até 2022, através novos assinantes e dos crescentes negócios M2M, segundo afirmou em setembro de 2011.

5

Fonte: Euromonitor International da estatística nacional da União Internacional de Comunicações 

Nota: As assinaturas de telefonia celular não incluem conexões máquina-a-máquina (M2M); dados previstos para 2012-2020

As operadoras da Telecom e o setor como um todo está orientado para beneficiar-se dos elevados níveis de penetração da telefonia celular e de consumidores melhor conectados;

No entanto, o cenário de contínuo desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicações (ICT) poderia ser retardado pela ineficiente e alta carga tributária aplicada às empresas de telecomunicações do Brasil,bem como pela falta de investimentos públicos e privados em infraestrutura. A baixa renda e a pobreza generalizada também representam um obstáculo para uma maior demanda por serviços de telecomunicações.

Implicações 

As empresas de telecomunicações poderiam beneficiar-se do foco do Estado sobre o setor, além do que a demanda por produtos de telecomunicações teria de subir rapidamente para alcançar a meta da Anatel para 2022:

Aumentar as conexões do cliente é um método mais realista de alcançar o planejado 1,0 bilhão de assinaturas em telefonia celular, embora esse segmento mostre menor potencial de expansão devido à sua maturidade. De acordo às previsões da Euromonitor International, as assinaturas de telefonia móvel (excluindo as conexões M2M) vão aumentar para 252 milhões em 2020, representando uma taxa de 124% de penetração da população;

Conexões M2M – definidas como a comunicação de dados em tempo real- entre máquinas remotas e aplicações de gerenciamento central – têm grande potencial de crescimento no Brasil devido seu incipiente estágio de desenvolvimento. De acordo às estimativas da indústria, as conexões M2M poderiam potencialmente expandir o nível de penetração da telefonia móvel em 500% da população por sua ampla variedade de usos como logística, serviços públicos e de saúde.

No entanto uma expansão de M2M a esse nível implicaria um extraordinário investimento na expansão de Internet de alta velocidade. A Anatel estima que o
investimento deveria alcançar pelo menos  130 bilhões de dólares no período de 2012 – 2022. Isso seria mais ou menos o mesmo investimento feito no setor brasileiro das telecomunicações desde a sua liberalização no fim dos anos 1990 até 2011, o que inclui as pesadas somas pagas na privatização das telecomunicações.

As altas taxas sobre serviços de telecomunicações no Brasil também põem uma barreira para a expansão de segmentos como M2M. De acordo a Global Mobile Tax Review de 2011, publicada pela GSMA, o custo total proporcional de propriedade móvel no Brasil, alcançou os 25.2 % um dos mais altos do mundo. Isso é particularmente doloroso para o segmento M2M devido os geralmente baixos níveis médios de receita por usuário que as conexões M2M comandam.

Imposto como proporção do custo total de propriedade móvel para os países selecionados: 2011


6

Fonte: Euromonitor International de GSMA

Nota: O custo total de propriedade móvel inclui custos de despesas com o telefone, conexão,aluguel e uso. 

No Brasil. os setores mais promissores para desenvolvimeto de tecnologia M2M são os de transporte e energia, incentivados pelos novos regulamentos estaduais implementados em 2011 nessas áreas. No setor de transporte, o governo vai exigir que todo veículo possua dispositivo de rastreamento anti roubo e no setor de energia, vai procurar implementar sistemas smart grid para medidores de energia. 

No entanto, para que esses sistemas sejam bem sucedidos, a expansão da cobertura da rede de telecomunicações para as areas rurais do país é vital. Até o final do primeiro trimestre de 2012, 48.2% das cidades brasileiras ainda não estarão cobertas pela tecnologia 3G, segundo dados fornecidos pela empresa brasileira Teleco, o que tornaria inviável começar a implementar essas iniciativas governamentais até que maiores progressos tenham sido alcançados. 

Perspectivas

A nível global, o número total de assinaturas de telefonia móvel (incluindo M2M) deve alcançar 9.7 bilhões em 2020, segundo estimativas do Forum UMTS. A fim de se aproximar da meta de 1.0 bilhão de assinaturas em 2022, o Brasil teria de comandar uma quota de aproximadamente 8.0% das assinaturas móveis globais em 2020, dos atuais 3.6% em 2011, com destaque ao maçiço investimento necessário para alcançar esse objetivo. 

No Brasil, os leilões para as concessões de espectro 4G LTE começaram em dezembro de 2011 e vão continuar ao longo de 2012. Embora este seja um passo positivo no sentido de melhorar a qualidade da infraestrutura para tecnologias da informação e telecomunicações (ICT)do país, o potencial de crescimento do segmento M2M exigirá redes de infra estrutura desenvolvidas para tecnologias 3G e 4G LTE. 

Enquanto as aspirações do governo em chegar a 1.0 bilhão de assinaturas móveis até 2022 são alcançáveis, isso demandaria significativas melhorias em áreas tais como do regime fiscal das telecomunicações e da burocracia para acelerar o processo de implementação da tecnologia.

Incentivos adequados teriam de ser criados a fim de atrair os enormes investimentos necessários para alcançar esse objetivo. No Brasil, o investimento de capital de em telecomunicações atingiu o recorde de 28.2 bilhões de reais em 2011.

 

 

 

 

 

About Our Research

Request a complimentary demonstration of our award-winning market research today.