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O índice de vendas por metro quadrado é muito utilizado pelo varejo. Este índice ajuda as empresas varejistas a dimensionarem o tamanho ideal de suas lojas para que se atingir a rentabilidade desejada de acordo com a sua estrutura de custos e despesas, sendo muito utilizado também na abertura de novas lojas. As vendas por metro quadrado tornou-se um índice muito importante, principalmente com o aumento expressivo dos imóveis no Brasil nos últimos anos, exigindo que os varejistas tenham maior faturamento para compensar o investimento de abrir uma loja ou mantê-la aberta e assim manter o nível de rentabilidade desejado.

Recentemente, o Instituto FIPE divulgou uma pesquisa em parceria com a Zap Imóveis revelando que a valorização dos imóveis nas principais cidades brasileiras passou dos 100% nos últimos quatro anos. Somente em 2011, o preço do metro quadrado subiu 26% nas sete capitais pesquisadas. Dependendo do bairro, a valorização chegou a quase 100% nesse mesmo período.

No autosserviço tem se percebido a importância da utilização das vendas por metro quadrado para definição de estratégia nos últimos anos. Na década de 80, os hipermercados tornaram-se um importante canal de vendas no Brasil em virtude da inflação extremamente alta que estimulava os consumidores a estocarem alimentos e produtos de higiene e limpeza, já que os preços eram atualizados diariamente e o dinheiro rapidamente perdia o seu valor. Com o advento do Plano Real e uma política fiscal e econômica por metas, foi possível manter taxas de inflação bem menores do que na década de 80 e início da década de 90.  Além disso, o Brasil vivenciou aumento do poder aquisitivo em todas as classes sociais e altas taxas de empregabilidade. Esses fatores aliados a busca por conveniência influenciaram no comportamento de compra do consumidor que, atualmente, prefere fazer compras com maior freqüência, adquirindo produtos que serão usados naquela determinada semana ou dia, uma vez que não há mais necessidade de se estocar produtos como se fazia antigamente. Isso contribuiu para que os brasileiros buscassem supermercados ou mercados de bairros.

De acordo com dados da Euromonitor, as vendas por metro quadrado de hipermercados eram de cerca de R$9.300 em 1999, enquanto que as vendas de supermercados eram em média de R$7.300/m2. A partir de 2005, as vendas por metro quadrado de supermercados superou a de hipermercados. Em 2011, supermercados atingiram em média vendas de R$16.800/m2 e hipermercados tinham vendas por metro quadrado 24% menores. Por isso, nota-se menor investimento na abertura de hipermercados do que supermercados de grandes varejistas como Grupo Pão de Açúcar e Carrefour nos últimos anos. Além disso, o Carrefour fechou alguns hipermercados em 2011 e substituiu algumas lojas pelo Atacadão, que apresenta vendas por metro quadrado superiores a R$17.000. O Grupo Pão de Açúcar tem aumentado a área de vendas de eletroeletrônicos e eletrodomésticos dentro das lojas Extra já que são produtos que tem apresentado melhor desempenho de vendas nos últimos anos e ajudam a elevar a rentabilidade da loja. Outra estratégia que tem sido adotada pelos grandes varejistas é a diminuição da área de vendas dos hipermercados para alocação de áreas dentro ou ao lado do hipermercado para redes de fast food e outras lojas de produtos e serviços de maneira que aproveite melhor o potencial da área e o fluxo de pessoas.

O investimento das drogarias em perfumaria e dermocosméticos é outra estratégia adotada para aumentar a rentabilidade da loja.  A Drogaria Onofre é uma empresa que tem trabalhado eficientemente o espaço das suas lojas e o mix de produto, atingindo vendas de cerca de R$66.000/m2 em 2011, o maior índice do varejo brasileiro de acordo com o ranking da Euromonitor.

Em lojas de eletroeletrônicos, a Fast Shop é a empresa que apresenta melhor vendas por metro quadrado, cerca de R$49.000/m2, já que foca principalmente em um público de alto poder aquisitivo e, por isso, é considerado vitrine para os fabricantes exporem lançamentos de produtos ou produtos inovadores. O Grupo Pão de Açúcar, que é dono do Ponto Frio e Casas Bahia, pretende reposicionar a marca Ponto Frio e focar em um público de maior poder aquisitivo com o objetivo de aumentar as vendas e rentabilidade das lojas, pois as vendas por metro quadrado é de cerca de R$11.000, abaixo de Fast Shop e Casas Bahia (aproximadamente R$27.000/m2).

Embora a expectativa de aumento dos preços dos imóveis é desacelerar nos próximos anos, os preços deverão permanecer altos. Aliado a isso, a competição continuará bastante acirrada em alguns setores do varejo como supermercados e hipermercados, eletroeletrônicos e drogarias. Dessa forma, o mercado exigirá que os varejistas continuem focando em estratégias para elevar as vendas por metro quadrado.

RANKING DOS VAREJISTAS DE VENDAS POR METRO QUADRADO

  1. Drogaria Onofre
  2. Fast Shop
  3. Gazin
  4. Leader
  5. Prezunic
  6. Todo Dia
  7. Casas Bahia
  8. Zaffari
  9. Pão de Açúcar
  10. Fnac

Fonte: Euromonitor International

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